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sábado, 1 de maio de 2010

JOÃO FERNANDES DE ALMEIDA - CAPITÃO JOCA DO PARÁ


Capitão Joça do Pará, natural do Estado do Pará, nascido em 6 de janeiro de 1870. O saudoso e conhecedíssimo Capitão Joça do Pará. Capitão do Batalhão de Segurança, notabilizou-se no comando do Esquadrão de Cavalaria e como hábil delegado de polícia por vários anos em Natal.

Como comandante do Esquadrão de Cavalaria começou no dia 1º de março de 1914, que durou por mais de 20 anos. Como delegado de polícia, a escolha se verificou quando o Governador Alberto Frederico de Albuquerque Maranhão (25/8/1908 – 01/01/1914) precisou nomear um delegado para as Rocas, bairro onde proliferavam boêmios e valdevinos (cavaleiros dos antigos romances de cavalaria).

Em junho de 1913, na pacata cidade de Natal, que não possuía mais de 30 mil habitantes, houve um furto sensacional. Na manhã do dia 18 de junho de 1913, o caixa da firma Julius Von Sohsten, uma das importantes da praça. Ao abrir o cofre o proprietário encontrou-o vazio. Ladrões audaciosos e astutos, que, à primeira vista, teriam usado chaves falsas, haviam levado o dinheiro, ou seja, mais de cem contos de réis.

Oliviar e Toseli, caixa e gerente, respectivamente, não sabiam explicar o ocorrido. E começaram, como era natural, a surgir suspeita sobre os dois cidadãos, apesar de toda a cidade saber tratar-se de homens honestos a toda prova.

A Polícia, tomando conhecimento do fato, pôr-se em campo para elucidar o crime. O tenente Joça do Pará, que pagava para encarregar-se dos casos intricados, apresentou-se espontaneamente ao chefe de polícia, e iniciou o seu trabalho de investigação, silencioso e inteligente. E como em Natal qualquer forasteiro era logo notado, ele começou a desconfiar de dois estrangeiros que estavam hospedados no Hotel Internacional, ali à avenida Tavares de Lira, perto do cais do mesmo nome. esses estrangeiros, que chamavam Emill Zetina e Henrique Brunatti, foram presos e submetidos a rigoroso interrogatório. Porém, permaneciam impenetráveis e trancados em copas. Os expedientes comuns, que a Polícia usava para arrancar confissões, não produziam efeitos.

O Tenente Joça do Pará, então esgotados os meios suasórios, resolveu levar os acusados para os arredores da cidade, que eram, nesse tempo, para lá do Hospital Justino Barreto, depois Hospital das Clínicas, posteriormente Hospital Universitário Onofre Lopes (o primeiro do Estado do Rio Grande do Norte, inaugurado em 12 de setembro de 1909). Lá fora, colocou-os em pontos separados, de modo a que um não avistasse o outro. E disse-lhes:

Já que não querem descobrir o crime, vou mandar fuzila-los.

E recomendou aos soldados, que haviam saído com Zetina, que fossem, sem perda de tempo, executar a sua ordem. Quando os tiros ecoaram, ele falou para Brunati:

- Como está vendo, o seu amigo não quis contar o roubo, por isso foi morto pelos soldados, de acordo com as minhas ordens. Agora chegou a sua vez.

E, fazendo uma pausa, concluiu:

Mas, nestes últimos minutos, você ainda pode salvar a sua vida. É só confessar tudo...

Nisso, Brunati, acovardado, e ajoelhando-se de mãos postas, implorou:

- Seu Tenente, não me mate, que eu conto tudo.

E sem perda de tempo, arrematou:

- O dinheiro está enterrado ali na mata.

Joca do Pará, então, soltando um longo suspiro de desaforo e de vitória, disse para os soldados, ante a surpresa e a decepção de Brunati.

- Vão buscar o outro, para ajudar a desenterrar o dinheiro..

E, na mesma noite, encontraram a rica botija. Estava à flor da terra e somava a respeitável quantia (para à época) de cem conto e seiscentos e trinta mil réis. O que faltava (dois ou três contos apenas), eles haviam retirado para as despesas gerais...

A notícia correu célebre pela cidade inteira. O caixa e o gerente da firma Von Sohnten respiraram aliviados e nessa noite dormiram o sono tranqüilo dos inocentes, depois que passava a borrasca das suspeitas e dois juízos temerários.

A República, o sisudo jornal de Pedro Velho, noticiando o êxito das diligências, chamou o Tenente Joça do Pará de “Sherlock Holmes norte-rio-grandense”.

Era mais uma honra para o Batalhão de Segurança, a cujo corpo de oficiais pertencia João Fernandes de Almeida, o popularíssimo Joça do Pará, qua ainda estava no posto de tenente.

Joca do Pará faleceu em Natal no dia 18 de maio de 1930, aos 60 anos de idade.

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Jose Maria das Chagas, nasci no sítio Picada I. em Mossoró-RN,filho do assuense MANUEL FRANCISCO DAS CHAGAS e da mossoroense LUZIA FRANCISCA DA CONCEIÇÃO, com 14 irmãos. Ingressei nas fileiras da gloriosa e amada Polícia Militar do Rio Grande do Norte no dia II-VII-MCMLXXX com o número 80412. Casei-me em XV-IX- MCMLXXXIII com a apodiense MARIA ELIETE BEZERRA (XXIII-VIII-MCMLXIII), pai de 5 filhos: PATRÍCIA ( NASCIDA A XVII - VIII - MCMLXXXIII FALECIDA EM VIII - XI - MCMLXXXV), JOTAEMESHON WHAKYSHON (I - X - MCMLXXXVI), JACKSHON (FALECIDO) E MARÍLIA JULLYETTH (XXIX - XI - MCMXC).Atualmente convivo com outra apodiense KELLY CRISTINA TORRES (XXVIII-X - MCMLXXVI), pai de JOTA JÚNIOR (XIV - VII - IMM). JÁ PUBLIQUEI TRÊS TRABALHOS: CHIQUINHO GERMANO -A ÚLTIMA LIDERANÇA DOS ANOS 60 DO SERTÃO POTIGUAR, COMARCA DE APODI EM REVISTA e A HISTÓRIA DA COMPANHIA DE POLÍCIA MILITAR DE APODI

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